Em um minuto meu mundo atravessa poemas e palavras distintas das que conheço. Enquanto penso nas diversas maneiras que poderia mudar minha vida, pela minha mente passam as imagens de um filme que conheço tão bem quanto os personagens que habitam aquela situação e neles procuro a solução para o desenrolar e desfecho de tal história. Então escuto uma voz dentro de mim falar que só terá um fim quando a vida não for mais essa e a história seja prosseguida com calma e inteligência, sem medo de que tenha um fim tão inconsolável como a chuva que cai enquanto escrevo. Me prendo em palavras, que nenhuma ação poderia ser tão intensa, pois nenhum medo poderia ser maior do que a desilusão de te perder. Te procuro nos versos em que escrevo, nas idéias em que às vezes consigo me concentrar, mas nada consegue ser tão mágico quanto imaginar o som da sua voz ao meu lado ou as insanidades de amor que poderia cometer por ti. Cometer tantos deslizes de amor, pelo teu amor e mais nada.
sábado, 18 de outubro de 2008
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