Este não é mais um pedido de desculpas a mim mesma pelos tantos erros que cometi ou até pelos que suportei durante esses meses, mas funciona como um desabafo imediato e sem respostas, porque não existem respostas. Elas se foram junto com o último vento frio que senti ontem a noite , após a chuva de horas que molhava meu cabelo e os pingos que percorriam meu rosto em forma de lágrimas. Era tudo o que eu queria, chorar. Parecia tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil, um tanto banal demais pra tantos e com um sentido tão grande pra quem as tem e conseguem se expressar. Pensei por tanto tempo como seria se um dia tivesse que decidir entre o que eu quero e o que me faz continuar a ser alguém que não sou. Um momento que me fez pensar quantas vezes eu foquei em mim antes de querer o melhor para alguém que sequer me provava o que eu sempre quis. Será que seria demais continuar a enganar o meu coração e o que eu sentia por mais tempo que o necessário ou a dor seria tão inconsolável o bastante para me fazer morrer por dentro? Talvez morrer desta forma aquetaria o meu ser. Não só pelo que vivi, mas por quantas vezes passei pela mesma situação sem aprender que o amor de um grande amigo só se transforma em algo verdadeiro quando se convive o bastante para que seja sincero. O que resta de mim são as poucas horas que ainda tenho de turbulência, até que tudo passe e eu volte a chorar, volte a ser eu mesma.
sexta-feira, 27 de março de 2009
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