Mais uma história com final, mais um coração partido. Um novo fim pra um amor, um choro sem sentido, mais momentos a serem recordados, mais beijos a sentir em sonhos, mais vontade de ter, mais palavras difíceis a dizer. Não há uma razão para te escrever, tantas conversas já passaram e tudo continua só em lembranças agradáveis ou não de um final, como tantos os que acontecem na vida. E o que prevalece são as perguntas de um coração rompido ou de um coração arrependido. Talvez eu precisasse de um tempo. Talvez todo o sentimento estivesse guardado dentro de mim e os ditados populares não fizessem tanto sentido agora. Talvez eu estivesse cega para todos do meu mundo. Talvez tudo pudesse fazer mais sentido com você do meu lado ou talvez não. Talvez você não fosse perfeito e eu não te amasse por isso. Talvez as palavras que mencionou durante todo esse tempo não passassem de mentiras justificavéis. Talvez fossemos ficar juntos depois de tudo. Talvez eu fosse outro alguém. Talvez os abraços ficassem marcados na minha mente como momentos em que eu preferisse esquecer. Talvez os beijos não fossem em horas que eu os desejassem mais que qualquer coisa. Talvez suas palavras soassem como uma música para mim e talvez não. Talvez eu pudesse ter sido alguém diferente, alguém que sentisse o mesmo do que você sentia por mim e não te fizesse sofrer por tanto tempo, um tempo desnecessário. Talvez o que ficou guardado dentro de você sejam amargas lembranças de alguém que te fez mal ou talvez não. Talvez você seja mesmo perfeito e pense que tudo isso passou e agora só existem motivos para seguir em frente. Eu nunca planejei ser assim, não desejei ser alguém que te provocasse as mais diversas perguntas sem respostas. Nunca desejei ser uma tempestade incessante sobre a floresta umida em dias de inverno, nunca desejei ser gotas de água na seca. Nunca quis ser mais do que posso ser, nunca pude ser mais do que me ensinaram. Nunca acreditei e nunca esperei que teu amor fosse tão grande assim, antes de vivenciá-lo, antes de apreciá-lo. Agora, quando tudo passa, quando todos os momentos são guardados; eu posso perceber que tudo o que não pude ser estava ali para que eu pudesse viver insanamente cada um dos momentos que poderias me proporcionar com um afeto que eu não posso medir agora. Desculpas nunca serão suficientes para demonstrar o que sinto agora, palavras conseguem ser pequenas, a vida parece indiferente e não existem mais motivos. É como se uma parte de mim tivesse partido com a tua ausência e eu não pudesse recuperar. Se eu pudesse te ter de volta, eu faria. Se eu pudesse te manter em meus braços para sempre, hoje eu manteria. Palavras e palavras, são fúteis e sem sentido quando se trata de amor, quando se trata de lutar. Mas a luta acabou, não existe mais motivos para continuar. Não existe um motivo que faça querer conquistar. Agora a tempestade tornou-se uma chuva fina, enquanto escrevo. É a comparação fútil do meu coração. É o que posso comparar. Hoje, eu te amo e amanhã não sei como sobreviverei sem você.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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