as horas passam e os meus pensamentos vagam e oscilam em tantos momentos. Por conseqüência as palavras me invadem de uma maneira tão arrebatadora que mal posso me concentrar enquanto escrevo. Elas saem com tanta facilidade que me assusto às vezes tentando organizá-las de alguma forma. Queria poder contar o que me trouxe de bom todos os momentos e os amigos que fiz durante toda a minha longa estadia, das amizades que levarei por toda a minha vida, daqueles que vivi incessantemente cada dia em que pude aproveitar e as palavras de consolo que mencionei. Poderia ainda contar os motivos das risadas que dei, das lagrimas que derramei. Daqueles que me fizeram chorar, apontá-los e criticá-los. Poderia tentar algo que pudessem atingi-los, dizer palavras tão duras quanto as que me disseram. Poderia evitar o choro, evitar o meu eu. Poderia falar das verdades que descobri, das circunstancias difíceis que passei, daqueles que me ignoram e que odeiam a minha presença, o meu bem estar. Poderia então desculpar a todos e ir em paz, é tudo o que eu mais quero. Olhar para trás seria alimentar a parte do meu coração onde habita a desistência, a fraqueza do meu ser. Eu quero viver além das paginas de recados alheias, das mentiras verdadeiras em que me fazem acreditar, dos sentimentos pequenos que insistem em me atormentar e as pessoas que insistem em tentar me transformar em alguém que não quero ser. Talvez, aqueles me conhecem tenham razão em me limitar à insegurança. É esse alguém que eu não quero ser.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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