Há uma diferença enorme entre o prazer proporcionado a alguém e a falta que esse prazer faz. Uma abstinência oculta que quando resolve se manifestar, parece explodir em determinados lugares que por dias foram ameaçados e de repente todos esses bombardeios se tornam mais frequentes, cada vez mais. Quando os próprios não conseguem mais fazer parte apenas dos pensamentos, o corpo não responde mais aos comandos. Os calafrios se tornam constantes, as imaginações mais reais e a vida logo após parece girar em torno daquela simples e contagiosa progressão do amor, do carinho, dos momentos imaginados e praticamente vividos anteriormente. É fato que não se pode de maneira alguma evitá-los...e não desejo isso. É a maior e melhor forma de saber que amar não provoca a dor física e mental, mas a falta insana da pessoa amada. Algo que infelizmente não se consegue controlar. Uma boa dor. Que por mais tragico que pareça, é a dor mais prazerosa de amar.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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