Primavera daqui há alguns meses, flores desabrocharão bem devagar depois de um inverno extremamente rigoroso. E talvez, neste tempo, poderemos estar juntos. Não é uma certeza ou promessa, é o meu desejo. Parei por alguns segundos infinitos para pensar nessa possibilidade e cheguei a conclusão "relativa" de quão loucos somos. "Será que é possível?" Esta é a única pergunta que me faço todos os dias assim que acordo e após deitar e acompanhada dela existem muitas outras: Será que acordarei depois de uma noite repleta e intensificada de emoções? Será que é possível amar alguém dessa forma sob as condições que estamos nos impondo? Será que é tão impossível assim que não poderemos ponderar determinados pontos para sentir o equilíbrio? Não sei. A única certeza que possuo é o que está dentro de mim e tenho consciência de sua dimensão. Às vezes me pego sem rumo e só basta pensar em você pra que esse pensamento mude, às vezes é tão absurdamente incontrolável que tenho medo de perder até essa força da qual não consigo descrever, essas vontades insanas de te ter um pouco mais próximo ou um pouco mais. Tenho vontade de acordar esparramada sobre teu peito, tenho vontade de gritar pra quem quiser, ou não, o quanto eu tenho medo de te perder, tenho vontade de te falar baixinho o quanto eu te amo e o quanto quero que todos os nossos momentos se perpetuem, que incomodem o sempre e se tornem eternos. Tenho vontade de te chamar pra deitar comigo, abraçadinhos ou de qualquer outra forma, contanto que pudéssemos estar ligados. Tenho vontade de dizer milhões de "Sim" após este ou aquele pedido. Tenho vontade de chorar a tua partida e ansiar a tua chegada. Tenho vontade de me submeter a espera, a falta. Tenho vontade de você e às vezes acho que por ser assim que é tão difícil, tão inexplicável. Preciso entender que determinados acontecimentos só vem a se concretizar após privações, obstáculos, que nada vem fácil, de agrado. Por isso luto, não só para que os quilômetros que nos distanciam não consigam ser mais fortes, mas para que os nossos caminhos continuem cruzados e ao mesmo tempo interligados. Luto para que as palavras ditas com amor não se percam junto aquelas que deixarei cair propositalmente, aquelas em que devemos sob qualquer circunstância esquecer ao contrário das que escrevo com uma freqüência menor por vezes, mas que saem com tamanha facilidade. Funciona como o canto dos pássaros pela manhã e no fim da tarde ou a beleza constante de um pôr-do-sol cada dia diferente do outro. Meu amor por você é ilimitado e freqüente, pena que não poderei saber por quanto tempo irá durar dentro de mim, mas desejo, espero, peço, imploro pra que continue me mantendo viva. Para que as lágrimas sejam apenas de saudade, apenas pela dor da sua partida, apenas pelos poucos passos que darei até que a ponta dos meus dedos toque teu ego, tua alma; para que os sorrisos sejam sempre de felicidade, demonstrando expressões e não escondendo a dor. Preciso dessa força, preciso de você.
sábado, 22 de janeiro de 2011
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