Between. Quando fecho meus olhos consigo prender-me aos seus, dentro do coração. Mal consigo respirar, prendo-me também dentro de mim, não me movimentando ao encontro dele. Tenho a certeza de que ficaria as horas que me restam a observá-lo, reprimindo a vontade súbita de tê-lo. Reprimo também a coragem, o que faz com que meus passos sejam piscar de olhos quando recuso-me a ouvir a constante pulsante dentro de mim. Enfim, acabo o conhecendo mais do que qualquer célula dentro de mim marcada com a inicial dele. Desejo tocá-lo a última vez para que meu coração não me iluda mais. Prefiro estar próxima a realidade, os sonhos não me satisfazem mais. Não quero mais imaginar como seria poder ouvir a respiração dele ao dormir ou vê-lo se mexer ao tocar seus lábios. Ele me beijava como se fosse o último. Isso me acostumou mal, eu estava inteiramente entregue e ele se alojava dentro de mim. Se espalhando lentamente sobre minhas vontades, vendendo boa parte, retirando-me a razão. Talvez não fosse saudável, mas eu precisava vê-lo sorrir. Mesmo que o sorriso não fosse para mim, precisava vê-lo feliz, pois tinha consciência de que dentro de mim ele era o vilão arrebatador de corações e aniquilador dos demais.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
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