domingo, 26 de fevereiro de 2012

Gravity, Sara Bareilles. Nos últimos anos escrevi o nome dele em todos os meus cadernos secundaristas, nas estrelas fixadas no teto do meu quarto, nas entrelinhas e dentro do meu coração, desenhei cada letra com os mínimos detalhes. Brinquei com tudo que o envolvia inúmeras vezes e sorri ao lembrar de seu sorriso. O esqueci algumas vezes, ou melhor, o adormeci e tentei vivenciar novas histórias, novas pessoas, mas nenhum dia seria como aquele novo dia. Nenhuma noite chuvosa e palavras soltas, desprezas de pequenas moléculas de amor e vírgulas com pausas enormes seria igual. Nós não sabíamos como terminaria, admito que até hoje não sei, mas desejo que termine. Desejo imensamente que cada idéia e vontade possa ser saciada no futuro, ou talvez não, talvez eu queira só continuar imaginando a me decepcionar se não viesse a dar certo. Talvez eu queira manter você dentro de mim escondido, camuflado e deixá-lo se acomodar como quiser. Você se espalha de maneira fugaz, conforta-me e sobrepõe todos os meus desejos, induz, encoraja e ao mesmo tempo deixa-me só. Tenho a sensação que estamos em eterna repetição de asintonia, de incompreensão e falta. E eu sinto sua falta. Não sei como expressá-la de fato, mas sei que existe e acredito inteiramente em uma possibilidade, uma maneira de ter e não ter. Talvez você não acredite no que exista e por isso um dia eu o conte a verdade, a grande verdade escondida entre todo esse aperto e considerável dor. Um dia você será meu, não importa em que ocasião, talvez esporádico como de costume, mas será. E seremos eu e você.

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