Fiquei pensando sobre o que o amor é capaz de perdoar. E quando digo amor de verdade, é o que é quase sempre descrito nos best sellers e adaptado em filmes. Aqueles onde os protagonistas nem sempre se dão bem no final, esses são com certeza os melhores, porque retratam a realidade do ser, os obstáculos reais da vida, as encruzilhadas impostas por Deus em troca de provação, de respostas. Acredite, esse é o amor almejado por pessoas de todo o mundo, independente de que raça tenham, cor, que língua falem. Amor é amor em qualquer lugar do mundo, mesmo quando chamado e sentido de diversas formas.
Reconhecemos amor com olhares nem sempre são correspondidos, quando há rosas jogadas no lixeiro, quando a vovó sentada naquele banco de madeira na varanda acena para a chegada dos filhos e netos. Reconhecemos amor na chegada e partida de alguém, no aeroporto principalmente. Viagens acendem a chama, cultivam a integridade, a saudade, a paz e sinceridade, pontos que considero base de qualquer estrutura sólida que venha a ser construída. Encontramos amor em músicas que tocam nas rádios e nos lembram um momento ou alguém, quando entramos em completo transe... E de repente há falta. Encontramos amor em erros que podem ser consertados, em coragem para quebrar determinadas barreiras, para esquecer o que o dinheiro pode nos oferecer e lembrar o que o abraço certo nos torna. Reconhecemos amor quando vemos um casal de velhinhos de mãos dadas sorrindo ao ver borboletas planando no ar, ou dando de comer a esquilos na praça mais famosa da cidade. Encontramos quando vemos um rapaz jovem em um cemitério deixando poucas flores no tumulo de seu grande amor ou quando me deparo com cabelos sendo cortados, lágrimas nos olhos, mãos seguras e firmes... Em um hospital qualquer. Vejo amor em crianças ao brincar umas com as outras sem conhecer 1% da maldade do mundo. Vejo amor em relacionamentos a distância, quando muitas vezes a aparência nem importa tanto, nem o sexo, nem a condição social. Vejo amor entre homens e homens, mulheres e mulheres, mulheres e homens, sem distinções, sem preconceito. Amor de verdade não vê coisas corriqueiras...
Depois das poucas e meras conclusões acima, pensei: Dentre tantos modos e encontros do amor, o que ele mesmo não seria capaz de perdoar?
Nenhum comentário:
Postar um comentário