Notas de uma resposta qualquer:
Esperei ansiosamente sua iniciativa para contemplar minha nova vida e o mudara em mim. Meus olhos mais escuros, e o cabelo claro, a pele mais corada, as curvas delineadas a partir do ventre… É o que felicidade faz aos que anteriormente compartilhavam agonia. Sei que da espreita onde escolheras passar os meses de seu luto interior, vigia-me como um cão de caça encharcado do sangue das vagabundas que andaram provando de teu corpo insensato, procurando alma onde nunca existira. Descobri seu esconderijo e renego teus sussurros como os insultos que foram dirigidos a mim em teus pensamentos em nosso tempo. És nada, por hora. Ou nunca fostes. O verão parece mais quente, o calor em meus lençóis refletem a claridade de minhas palavras e a cartas secas. Ganhei uma espécie de resistência a indivíduos comuns, a estereótipos previamente marcados e ao uísque. Só não consegui ainda sobreviver as suas insistências e acolhedora presença para salvar-me do labirinto, doce e frio, onde me coloquei. Encontraste-me em apuros, e em apuros me deixaste. E pereço ao fim de meus dias a sua irritação diária e acumulo de notas escritas após nosso sexo naquela cidade romântica que não combina comigo; porém, submeto-me, por que o amo como amigo, e és por quem tenho imenso respeito e carinho, mas amo-o para tê-lo em minha cama também, quando o frio for a resposta de meus lamentos. E para quando sentir falta de braços ao meu redor. É só por ti que o sinto, e por ti que permanecerei a sentir.
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