segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Too close, Alex Claire. 

          Fazem alguns meses desde a última vez. Entreguei-me a condolências imaturas e desarmei minhas mãos. Desatei o nó, para ser mais precisa. Não estou a sofrer, pelo contrário. Há um vazio em meu peito que não sei definir. Não é saudade, compaixão e não há desespero. Eu apenas deixei de escrever por que, simplesmente, não há nada em meu peito. Estou vazia. E não sinto-me mal. Deveria preocupar-me o fato de ser, provavelmente, a única mulher feliz por estar oca por dentro? Não sei, mas também não sei como posso nomear esse tipo de... Sentimento, se é que posso chamá-lo assim, totalmente oposto. E não sei outras milhões de coisas. Por exemplo, não entendo de física quântica ou programação, e sou péssima cozinheira. Possivelmente, sou boa com textos cotidianos pois as Letras ajudaram-me a desenvolver a habilidade de escrita, como a depressão aos 17, e as longas sessões de terapia aos 18 por questões mal resolvidas e decisões involuntárias. No entanto, não arrependo-me. E por este, não aceitarei essas delongas. Afinal, fazem alguns meses desde a última vez. 

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