terça-feira, 2 de março de 2010

Ao admirar com contentamento o nascer daquele me trará você no dia seguinte, respiro. Apreciando assim a chegada e o fim, juntamente com o céu em seu tom cinza penetrante, sendo iluminado devagar com os raios e tomando o meu corpo de calor. É dessa forma que os meus olhos tão espontâneos se fecham, sem que eu precise de um comando imediato. A brisa oscila meus movimentos, então uma mistura de frio me congela e de calor me envolve. Apagando e acendendo por si só tudo e por fim me focando nos pensamentos e nas palavras que saem sem esforço e que por diversas vezes ficaram engasgadas e fracas dentro de mim. Era do seu abraço que eu precisaria para apagar o que ficou pra trás, do conforto e compreensão. Agregados e submersos a duas gotas incendiadas de amor. O conjunto de uma música reconfortante em um rádio antigo, umas xícaras de café acompanhadas do calor sombrio e inspirador do seu corpo queimando junto ao meu, dos lábios tocando-se e os olhos se perdendo na imensidão do vazio reconfortante. O vazio que espero viver. Tão imenso quanto meus olhos nos teus, onde posso e poderei enxergar tudo o que preciso, sem mais hipóteses, apenas o real.

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