sábado, 20 de março de 2010

Quando o descontentamento se vai, as rosas voltam a desabrochar. É um tipo de magia que quero continuar a desconhecer e que assim continue a me surpreender com o alvorecer de cada sentimento disperso e apagado dentro de mim. Porque quando há um jeito de agregar e acometer vontades, tudo parece melhorar. Funciona como uma música ao fundo de um pensamento do qual não quero me distrair e dessa forma perceber e sentir cada detalhe como se fosse real. Um tocar de dedos na pele fria e as respirações se encontrando e desencontrando. Quando se pode assim dar voltas acompanhando o ritmo, o fechar de olhos na hora exata em que só os pensamentos se movem e oscilam as pessoas, o lugar. Quando as pétalas das rosas que desabrocharam começam a pedir para serem retiradas e assim ser entregues a quem as merece. Uma mistura de excitação e calor do qual jamais quero deixar de sentir uma ou duas vezes, mas que elas existam conforme a música que ainda toca.

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