quinta-feira, 27 de maio de 2010

Uma noite, um suspiro e um fim. Talvez todos os possíveis encontros do destino sejam assim a primeira vista. Hoje a noite sonhei com duas xícaras de chocolate quente em uma casa escura, onde só a luz dos meus olhos iluminavam o lugar vazio a minha frente. Meus medos e corpo cansado deixavam a certeza, que tinha antes, descansar dentro de mim. Adormecer o imortal, alimentar a desistência, abduzir o amor e escondê-lo. Talvez essa seja a forma da coincidência me conduzir as verdades e não as ilusões. O que posso manter é a sua doce voz e seus traços imagináveis a minha volta. Os olhos famintos, a boca seca pedindo mais algumas gotas do meu veneno agradável, da minha feição a te olhar, te sucumbir e hipnotizar como o campo e a imensidão do céu que me estranham. De olhos ainda fechados suspiro a esperar teus braços a me envolver, o pôr-do-sol a nossa frente e o mundo a nos esperar. Então acordo e ainda estou brincando com as xícaras, o chocolate frio e o amor perdido.

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