Quero acordar todas as manhãs, abrir os olhos e não te encontrar na cama. Quero calçar pantufas e arrastar um longo cobertor pela casa enquanto ando. Quero me surpreender com o teu abraço no meio do corredor me assustando e me consolando. Quero ainda me encolher nos teus braços e me sentir tua. Entregar meus olhos e boca a ti, pra que teus olhos me encarem de forma doce e quente, desejando que o meu sorriso saia e ilumine teu dia. Desejando também que meus lábios te procurem e encontrem um novo alguém que ganhei em poucas palavras. Quero sentir teu coração batendo firme enquanto te abraço, cada batimento mais forte, cada palavra mais doce. Uma letra de cada vez, formando aquela frase tão desejada e ainda, mesmo que banalizada, torna-se canção pra os ouvidos apaixonados de alguns em que a distância separa. Distância mínima, máxima, horas ou minutos. De alguma forma sempre somos separados do que mais gostamos de ter, talvez seja mesmo um modo de não nos apegarmos ao momento, mas ao ser. Ao carinho definitivo e preciso, ao toque com clareza, aos açucarados casais inseparáveis. Aos cafés da manhã que ainda temos que tomar juntos, nos olhando e os carinhos mutuos que ainda temos que trocar. Das caricias ao entardecer e ao anoitecer também, porque não? Seremos assim pelo longo caminho que ainda temos que percorrer, pelas discussões sem sentido e pelo amor que sempre irá conduzir a reconciliação.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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