Minhas palavras soam às vezes tão hipócritas que sinto nojo de minha própria boca amarga de onde as pequenas e fervorosas saem. Tenho em mente a minha contradição, sou ciente do que faço e por diversas vezes me arrependo e isso se repente tantas vezes. Gostaria de poder fazer parar. Desligar o botão que me faz falar, que me faz reagir aos teus sentimentos mais nobres. Talvez todos saibam de tudo ou fingem saber o que se passa nos meus dias favoráveis e nos que não são e por isso agem como se os meus fossem tão bons quanto os deles. Queria poder fechar os olhos por alguns segundos tão eternos que trouxessem minha vida de volta, sonhos profundos que foram despedaçados, meu coração livre mais uma vez para que não houvesse nenhuma prisão, mas ao mesmo tempo depois de você não sei como eram meus pensamentos antigos. Não sei viver. E com você não posso mais aprender, talvez seja meu erro, algo que não poderei consertar com meia duzia de palavras expressas por alguém falso, por um corpo vazio. Onde está esse amor de que tanto fala sentir? Não posso tocá-lo e pouco sinto. São apenas palavras proferidas de uma boca tão amarga quanto a minha, pela qual sinto o mesmo nojo. Lembro-me dos poucos momentos em que me senti sua, quando o meu mundo girava só e apenas ao seu redor. Você era o meu viver e o que eu era pra você?
quarta-feira, 21 de julho de 2010
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