sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Às vezes me questiono sobre o correto a ser feito, sobre que atitudes tomar, sobre o que esquecer e, principalmente, o que manter acolhido em meus braços, em minha memória. O questionamento mais difícil pelo qual tenho que aceitar faz parte da minha rotina menos prazerosa e todos os dias a mesma me olha como se algo estivesse realmente errado demais, e sinceramente, para mim não faz sentido. Ou não fazia. Para os meus olhos a casa ainda esta ligeiramente arrumada e o que havia sido danificado com o tempo foi reconstruído, cada pequeno pedaço. Então é quando percebo que o que de fato meus olhos podem percorrer não faz parte da realidade e a sua falta me acomete o aperto mais difícil. É quando meus olhos encontram a solução e vêem que naquela mesma casa onde tudo parecia completamente novo, é uma parte do meu maior pesadelo. O que de verdade se vê são cacos espalhados pelo chão, lágrimas restritas, sentimentos que foram sobrecarregados de magoa, palavras sobre lugares, duras, impensadas, dolorosas e... viram pó. De repente o que se achava certo a ser feito ganha uma sequência de "e ...", "se...", uma carga de imaturidade, uma mentira seguida de um milhão de outras. Desistir de uma casa como esta e procurar uma nova, seria o certo a fazer então? Talvez fosse, mas esta casa de onde sairia, você levaria os cacos doloridos na planta dos pés. Então é quando prefiro trocar o "e se..." transformando assim tudo o que eu achava impossível, na melhor arma contra a dúvida, contra o que eu acho ser mentira, contra a dor.

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