quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Contemplei a lua quando abri os olhos, adormeci novamente encontrando o sol e por isso acredito que minha vida sempre será esse eterno tormento agradável. Observar a lua imponente no alto e as estrelas pequenas e submissas ao seu redor, acaba sendo a razão pela qual prefiro a noite ao dia, além do torpor para sobreviver ao frio. A grande verdade é que a noite faz eu me sentir estranhamente submersa em tantas lembranças que mesmo acordada, acredito que posso sonhar. Você está nelas todas as noites tão imponente e eu tão submissa aos teus encantos. Quando, por fim, consegui deixar meu corpo imóvel por alguns minutos, meus pensamentos se afloraram e ganharam o "tormento agradável" do qual estou habituada a viver. Não me sinto intrusa em seus braços, eles parecem a moradia certa para o meu coração, seguro e forte. E é dessa forma que desejo terminar. Quero continuar a acreditar que a minha vida e a sua estavam destinadas a se cruzarem, destinadas a se encontrarem e permanecerem assim. Quero, principalmente, transformar esse encontro na melhor oportunidade em todos esses anos. Se não existir uma forma de te encontrar novamente por entre tantos, prefiro arriscar manter-me só. Prefiro ficar submissa em teus braços, me esforçar para entender esses fios de magia que nos conduzem um ao outro, compreender o que fez comigo, pois não consigo e não desejo desistir de você. E entender com clareza porque as nossas vidas encontraram a maneira errada de se sentirem atraídas do que sofrer tentando imaginar como isso se sucederia. Você é o inoportuno mais correto e a definição social errada de "normal" e é o seu caráter que me faz te querer, além dos demais.

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