Em uma noite de lua cheia e pouca nuvens, o reflexo do seu rosto estava no céu entre as estrelas. Da varanda mal iluminada, suspirei inúmeras vezes entre o ouvir dos sussurros de outras pessoas e meus pensamentos focados. Fechei os olhos sentindo a brisa tão fria entre meus dedos e rosto que pude percorrer quilômetros em um segundo. Minha memória repleta de lembranças foi a porta de entrada para um mundo que anseio viver cada centímetro e relembrar de cada pequeno e tão ilusório momento quando não o tiver mais, quando este sonho for apenas a saída para o mundo real. Quando os sussurros estavam em uma distância tão considerável, não me preocupei em prestar atenção, até que uma única voz me chamasse atenção. Você se aproximava tão lentamente de mim, tocava meu rosto com a ponta dos dedos e ali era o nosso encontro, não apenas dois corpos sobre a luz reluzente da lua cheia, mas a minha alma clamava para que aquela distância fosse a menor dentre os minutos. Então pensei que os quilômetros podiam cronometrar as batidas do meu coração, quanto mais rápidas elas fossem, mais perto eu estaria de você. Não existia mais dor ou um sentimento de perda que nada poderia ser suficiente, só existia uma rara forma de compreensão forte e intensa. Todos os meus desejos e vontades agora poderiam e deveriam ser saciados não importaria de que maneira fosse, eu teria você e você teria a mim. Seria o momento e a fusão entre tudo o que eu jamais poderia ter vivido e jamais iria querer se não fosse com você.
sábado, 12 de março de 2011
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