"Fecho os olhos por alguns minutos e consigo enxergar o infinito entre duas mãos, não só ele como o contentamento e a falta de gravidade. Flutuaria assim por inúmeros mares, conheceria outros passos, outras pessoas. Brincaria de voar alto o bastante para me manter longe do chão. Tocaria com a ponta dos dedos aquelas nuvens de algodão. Seguraria sua mão constantemente e não te deixaria cair. Voariamos juntos, cruzariamos oceanos e em um abraço faríamos o mundo girar mil vezes por segundo sem que percebessemos. E durante nosso encostar de lábios gostaria de pedir, implorar, suplicar para que aqueles segundos passassem lentamente. Quero sentir teu cheiro, sentir entre meus dedos. Assim preencheria em mim, a te olhar, vazios que desconhecia aqui dentro. Descobriria que o teu sabor ficaria entre meus lábios, sobre minhas mãos e lençóis. Que teu cheiro me acompanharia em qualquer lugar que fosse, que meu coração seguiria os pulsos do teu. Que seria hipocrita, fingido e cruel dizer o contrário. Não importa quantos anos demore pra acontecer, não quero sob qualquer circunstância aprender uma forma de desgostar, desamar você. Encontrarei formas de contar os segundos mais rápido pra que esse tempo flutue, como eu, na minha futura falta de gravidade."
segunda-feira, 11 de abril de 2011
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