A day to be alone. Dias como este imploram por palavras submersas a compreensão. Pedem por músicas e pensamentos soltos, contradições e sentidos aguçados. Dias assim combinam com toques e palavras sensíveis, poucas emoções externas e explosões internas de sentimentos agregados a olhares. Não suporto a chuva, porque desejo imensamente sua presença sob os mesmos lençóis que eu, os corpos próximos e o dedilhar de faces. Gosto de me sentir apaixonada por imaginações futéis e ilusórias sobre você em horas assim, quando o céu estaria em um tom azul-alaranjado se não fossem as nuvens carregadas. Cada pingo que escorrega pelo meu rosto é um mínimo e simbólico pingo do que seria o meu amor desprendido de minhas mãos, onde estaria livre para ser descrito por palavras adequadas. Minhas palavras hoje de nada valem, a inspiração pior. Espero então. Espero até não suportar, espero enquanto os mesmos pingos escorregam por minhas mãos e perdem valor.
domingo, 14 de agosto de 2011
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