sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Querido, a noite está fria. Aquele café velho no bule me aqueceu apenas o fora. Após ele fiquei a olhar as estrelas no céu e desenhar linhas entre elas. Seu nome estava ali bordado entre todas. Sorri e me massacrei um pouco indo e voltando da varanda descalça e com pouca roupa. Dedilhei o balcão e encontrei aquela camisa verde de que tanto gostavas. Senti seu cheiro facilmente agregado ao momento, e era delicioso. Nunca pensei que a nossa cama ficasse tão vazia sem a tua presença para preenchê-la comigo. Procurei mais travesseiros, lençóis, brinquei de tentar fazer um volume como o seu abaixo deles. Tentativa frustrada. Rolei entre os lençóis na madrugada e desisti. Provavelmente adormeci. Fui obrigada a fechar os olhos pela manhã e dois minutos mais tarde encontrei sua figura nostálgica a me observar. Os olhos apertados e sonolentos, a pele aparentemente fria e aqueles vestígios de cansaço como se houvesse sido você a tentar noite passada. Abrir um sorriso espontâneo e fechei os olhos mais uma vez. Quando os abri, não encontrei a nostalgia, mas parte de mim desfalecida. Tinha sido apenas um sonho.

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