Walk on, U2. Prefiro amar em silêncio. Prefiro observá-lo agir tão inconseqüente. E prefiro conservar todas as partes presas a mim, às vezes se desfazendo uma a uma vendo-o se aproximar e afastar-se enquanto tudo o que eu ainda desejo é que ele mantenha o que sentiu entre veias, levando ao coração de vez em quando. Devo considerar-me injusta e egoísta, mas é tão forte que ainda me deixo levar a sentir o nó e aperto profundo que não incomodam mais. Talvez ele saiba, saiba exatamente como me sinto, gosto de pensar que ele sente o mesmo e que um dia não nos limitaremos a falar. Espero sem esforços e me recrimino às vezes por só esperar, então vou atrás, procuro e arrependo-me em entrelinhas sórdidas de carinhos ilusórios, então desfaço, desencorajo e continuo... Sobrevivendo.
sábado, 17 de março de 2012
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