Warning sign, Coldplay. Há dias de dor, desta mesma intensificada e mais dolorosa que o habitual. Comprime o peito de forma tão brutal que podia quebrar-me os ossos e assim esmagar o coração. E há dias de conformismo. Ainda oscilo entre eles e quando aquele dia, aquela marca se aproxima, parece que algo ainda enche-me de esperança, é como se houvesse uma atadura protegendo as feridas internas, e quando se aproxima, ela se desfaz e então levo os dedos sem pensar duas vezes. É como se algo sussurrasse: Ainda há esperança. Mas não há. Meu consciente manda um sinal, e acredite, funciona. Se eu tivesse agido com emoção todas as vezes em que acordei preenchida de vontades a serem saciadas, eu teria o devorado como uma torta com morangos frescos, mas a razão se sobrepoe e agradeço por ser assim. Quando estou a um degrau do ápice de esquecê-lo, ele vem, puxa-me e diz: Não faça. Na verdade, eu tenho medo de esquecê-lo e principalmente de não conseguir alguém que faça-me transbordar todo o sentimento que possuo. Já tentei, e foram tantas vezes, mas não desejo enganar ninguém. Eu preciso apenas comprimir, comprimir pra que ele se vá... E ele precisa ir.
domingo, 18 de março de 2012
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