Ela sorriu. E então o coração dele parecia ter ganhado uma nova espécie de força. Eles, talvez, acabassem se encontrando mais algumas vezes e trocariam mais algumas palavras. O primeiro momento já havia acontecido, entre o primeiro e o segundo bastava aquele sorriso. Desde então ele escreve sobre como o coração dela parece ser grande e a voz doce. E ela apenas sorri enquanto lembra o jeito como ele a hipnotizava em entrelinhas, com curtos sussurros e corar de faces. De repente cada pequeno gesto era minimamente estudado, cada passo de aproximação uma gramática imposta involuntariamente por ambos. E então cada toque fracionado era o que parecia apropriado naquele momento, um abraço, talvez, ou um pressionar de lábios. Tudo parecia formalmente equilibrado, sem pressa, com calor e bem fugaz.
terça-feira, 3 de abril de 2012
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