Jason Walker, IFLT. "I feel like that..."
Às vezes acho que os outros tem razão quando falam. Deve existir algum tipo de veneno temporário em mim. Eles me conhecem, com duas semanas se apaixonam, me surpreendem com buquê de flores, com surpresas inimagináveis e boas palavras em cartões de visita: "It's my number. Call me back, lady." Alguns deles não suportam o meu jeito na terceira semana, minhas oscilações de humor, as discussões repentinas, as palavras carregadas de grosserias internas, palavras empregadas em determinado contexto onde nem eu mesma vejo sentido. Admito ser uma pessoa difícil de lidar. Mesmo assim eles insistem, porque os carinhos são bons, recompensáveis e os textos são incrivelmente satisfatórios, tocam a alma e neles estão escritos coisas que jamais leram, ouviram ou de alguma forma os descreveram assim com tanta verdade. Na quarta semana, vem a crise. Não que as outras não tenham sido, foram, mas esta será o motivo do fim. E porque? Digo, poderia ser diferente, não? Nos últimos meses foi igual, alguns não suportaram sequer a segunda semana, porque o meu jeito os impede de prosseguir. Então eles seguem amando a maioria das vezes e eu com o coração partido, pois não consigo e muitas vezes não quero segurar ninguém em meus braços, os deixo ir. E por isso me taxam de cruel. Em 5 anos, só vi acontecer diferente 3 vezes. Um anda perdido entre as palavras "asintônicas" que escreve, é difícil até conviver sem que haja um retorno progressivo. O outro, bom... Não sei muito e não o procuro, foi o pior dos últimos anos e a sua graça foi perdida com a sanidade. E o terceiro, foi você... E não há nada de comum nisso. Há apenas uma confusão interna em tê-lo e não. Mantê-lo ou deixá-lo ir como os outros. Conseguir, lutar, absorver palavras ou permanecer quieta, sem gritos ou explosões. A diferença é que o amo, e a verdade me trás a realidade todos os dias após acordar e ler: "Good morning, and I love you." O primeiro foi verdadeiro, o segundo foi a tentativa assertiva de esquecer o primeiro e você, não... Você veio até a mim, ambos estávamos de corações partidos, aos pedaços, cacos, procurávamos felicidade pura, inocente, ofuscante e bela. Tivemos e ainda temos, porque não há um "mal" que não se destrua com o bem. Que clichê, por sinal.
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