The one, Medina. Ela é o tipo de garota que acorda de madrugada pra ver a lua e descreve situações corriqueiras de modo satisfatório. Caneca com café em uma mão, livro na outra, pés descalços, pouca roupa (talvez uma camisa masculina branca meio surrada) e sobras de pizza da noite passada em cima da mesa central. Ela é o tipo de garota que tem hora preferida, que olha pra o céu com frequência, que percebe contos de fadas e detalhes que poucos notam, que consegue ser meio autista tranquilamente sobre pequenas confusões momentâneas, que brinca com dificuldades e que sente dor... Calada. Sim, calada. E sob as mais diversas situações propostas. É o tipo de garota com dom de consertar os homens e ao mesmo tempo bagunçá-los em seu labirinto frontal de pensamentos fugazes. Ela grita sob pressão e chora com frustrações. E se decepciona constantemente com as pessoas, e quando acontece, não tem medo de arrancá-las de seu coração em segundos, mantendo as feridas em carne viva até cicatrizar. É difícil de lidar, confusa, egocêntrica, tão profunda que poucos conseguem enxergar a essência, mas os poucos que conseguem... Apaixonam-se tão rápido a ponto de cometer as maiores insanidades para vê-la sorrir... E o sorriso? Bom, o sorriso dela funciona como microscópicos diamantes, as palavras como tempestades de verão... E quando digo "tempestade", são as que quando frequentes, abalam a estrutura de prédios e as que levam tudo, devastam, incendeiam com explosões perspicazes e devoram a razão. Ela é o tipo de garota capaz de causar grandes danos e fortalecimento interno, vê a contradição? É o perigo da chama acesa e o calor em grande nevasca.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
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