segunda-feira, 4 de junho de 2012

It's a shame, One Republic. Capítulo 37: Can you imagine this love? 
Éramos tão jovens há anos atrás. Posso fechar os olhos e reviver todos os nossos pequenos encontros casuais e como eu te espiava entre aquele monitor e o mundo. Você quase sempre sentado na mesma mesa, tímido e amando de olhos fechados também, como eu me posiciono agora. A verdade é que a nossa última e decisiva conversa colocou um ponto imaginário em nossas vidas, mas será que sabemos lidar com isso? Respondo por mim: Não. Digo, poderíamos entregar nossos corações pra quem oferecesse o maior lance e as estruturas mais seguras, mas como você, não consigo. E quando digo "não consigo", é exatamente no sentido real da palavra, pois não há alguém que me desperte tamanho interesse como o que você despertou anos atrás. E tenho medo...
A realidade é que, desisti de procurar. Fechei o coração e ando agindo com a razão. Beijos, abraços, carinhos falsos, sentimento surreal, pouco interesse... Só há o sentimento de saciamento momentâneo. No coração, em meus olhos, memórias... Há você. E existem tantas palavras das quais você desconhece que também poderíamos exprimi-las, mas não é o apropriado. Sinto que, apesar de todos os atropelos vividos, das palavras amargas proferidas e dos beijos quentes em noites distintas, esporádicas, mas reais... Seremos sempre um do outro. Dizem que amor como o que sentimos só acontece uma ou duas vezes na vida... Você foi a minha primeira chance, mas será que eu realmente quero viver uma segunda se sequer provei a primeira? Pergunto-me todos os dias, pois tenho medo...
Não imagino pássaros voando em direção a pulsante em meu peito, nem muito menos o nervosismo frequente com outra aproximação. Não imagino observar mais alguém no mundo como o observo, nem muito menos contemplar qualquer outro sorriso... É que... Nenhum será mais radiante que o seu. Você pode imaginar um amor como este? Digo, alguém que escreve sempre para a mesma pessoa em dias de chuva ou sol, de calor ou brisa, próximo ou distante... E quando digo distante é sob as catastróficas imposições naturais. Será que se eu não fosse totalmente real... Não estivesse tão próxima a ti, você teria me amado da mesma forma? São tantas questões que às vezes me perco no sentido de cada uma delas... E sinto que poderia fazer uma, duas ou três decisivas pra que pudesse ver dentro dos teus olhos a resposta, mas ao mesmo tempo que gostaria de saber, tenho medo.

...Continua. 

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