terça-feira, 16 de outubro de 2012

David Cook. Contraditória, consumista e hilária. 
Sorrio todas as vezes que leio alguém tentando conectar seu nome a "amor" como se fosse um ditongo durante a separação de uma palavra qualquer. E por saber disso, me declaro o ser existente que sempre irá entender seus passos. Infelizmente (ou felizmente) isso não se dará por causa do conhecimento, que darei o nome de "prévio", ao seu respeito; mas porque tenho uma bagagem de cinco quilos em meu jardim autografada com sua rubrica. 
São tantos absurdos entre "você quebrou meu coração" e "nunca pensei que você faria isso" que me enojam, causam realmente certo desconforto. Levarei em consideração agora o tal conhecimento prévio: Será mesmo que elas não sabiam? Duvido muito. Elas deviam saber da minha existência, o que você acha? Eu diria o que faltam conhecer, como a sua cor preferida e a marca de uísque que gosta de beber nos fins de semana com os amigos. Tudo bem, sei que não são grandes coisas, mas poderia dizer mais se quisesse. Porém, essas são as minhas pistas falsas pra que você seja um tipo de homem "não-interessante" ou uma espécie de animal patenteado com meu sobrenome, mas tenho receio de possessão. Hilária. 
Recentemente, tentei fazer um bolo de chocolate pequeno através daquela receita antiga da minha avó, não deu muito certo, tenho que admitir; mas você sabe que não levo jeito para cozinha. Enfim, esse texto não era sobre a minha falta de habilidade, mas sobre a nossa falta de coesão. Estou certa? Não. Coloquei em meus pensamentos que talvez nós temos coesão e coerência demais, que devíamos estar mais bagunçados, entende? Meio desenfreados, esquecendo as vírgulas e pontos, estou cansada de ouvir músicas e escrever textos em que te menosprezo até desfalecer-me entre lágrimas. Odeio excesso de drama e aquelas coisas baratas esquecidas na última prateleira. Já percebeu que os piores livros ficam lá pra que não estejamos tentados a ler novamente? Então, está explicado, pois na minha última está aquelas obras terríveis de Paulo Coelho. Você não sabe, mas eu os repugno. Consumista e hilária. 
Tenho certeza que se nossa história virasse um livro, comédia e tragédia estariam tão interligados que Aristóteles estaria em algum lugar nos fuzilando com meia duzia de palavras de "Poética", mas não teríamos culpa, literalmente falando, já que somos meros personagens. Só quero dizer-lhe que, metade dos bons livros para alguns, são horríveis para outros. Por isso somos tão inconstantes, estamos quase sempre em conflito de querer e de repente não querer. Deve ser um tipo de "asintonia", se é que isso existe.
Não retruque. Estou falando assim, tão abertamente, para que exista consciência de que atos exagerados nem sempre são os melhores, que de qualquer modo, em algum momento, será a última página do livro e teremos que dar um ponto final em nossas vidas. Ou não, talvez comecemos um novo exemplar juntos ou apenas seremos um casal que nunca deu certo. Pessoas gostam de finais tristes, mas essa não quer dizer que seja minha posição. Contraditória, consumista e hilária. 
Há também problemas com o título, não podemos chegar e colocarmos qualquer coisa. Gosto de títulos em uma palavra só, expressam enigmas: O que quer dizer? Enfim, não quero discutir sobre isso agora. Se houvesse algo que pudesse pedir, seria você... E não esse texto idiota. Gosto de ser curta nos diálogos, contudo, não... Deixe para lá. Estou cansada, preciso dormir mais um pouco, descansar a mente, alongar as horas, pendurar folhas no varal e esperar que o vento sopre, que as árvores floresçam novamente na primavera e caiam no outono. Gosto do outono, talvez seja a época que quero que se passe, mais uma vez, a nossa história. 



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