Insanidade. Pensei em outras definições, mas não encontrei uma que se encaixasse melhor. É como o elo posto no dedo sem propósito ou a música cantarolada aos quatro ventos sem motivo ou destino. Insanidade é descartável. Hoje é, amanhã não faço idéia. Deve ser algum tipo de insanidade comoda o que vivo, e entendo o quanto isso soa instável; mas que diabos é esse sentimento que há em mim? Se é que poderia chamar de sentimento essa falta devastadora e ao mesmo tempo... Contraditória. Não o quero, porém, não consigo apenas descartá-lo como um objeto antigo e sem utilidade. É ridículo, eu sei, já que seis ou sete meses atrás descrevia amor como algo exorbitante, sem gravidade, plano. Amor não pode ser plano, ou pode? Fiquei pensando sobre isso enquanto tomava um café para atormentar meu sono no meio da madrugada passada... E obtive respostas, o quão triste isso soa? Amor não é ter respostas, não é um problema a ser resolvido, é a falta de organização, amor é meio bagunçado, espalhado, mas não é comodo. Se engana quem pensa.
Descobri há uns dias atrás que o meu tipo de amor estava virando loucura, insanidade... E não sou assim. Costumava confiar nas pessoas, acreditar no que elas tinham a me dizer, mas você, você... É tudo o que eu não esperei que fosse. Criei grandes expectativas nos teus feitos, pensei que meu sentimento fosse possível de guardar e soltá-lo graduadamente quando estivéssemos bem, mas não estamos e não vamos estar. Fomos trágicos e somos devastadores.
Porém, ainda quero mantê-lo quando estiver no meu lado de sã-consciência de atos, de certeza em alternativas, de respostas dissertativas concretas e nos denominadores comuns, seremos apenas isso, é o que desejo, pois estar ao seu lado, neste modo mentiroso ligado para que todos possam vê-lo, não! Não, garoto, nunca mais.
Um comentário:
Inspirador! Ubi.
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