sábado, 19 de janeiro de 2013

Monólogo 
Limitações. Minhas limitações. Pensei em uma forma melhor de dissertá-las e questionei-me, quais são as minhas? O que me limitaria a prosseguir meus dias exaustivos e passos abalados frequentemente por obstáculos invisíveis. Talvez eu não esteja prestando a atenção necessária, ou eles estão lá, porque devem estar e... De alguma forma deveriam me machucar. Um pedaço ou outro, talvez. Talvez. Respiro e não de alívio, mas de descrença. Preciso respirar para saber que o ar está lá fora e que pode está fluindo aqui dentro também. Descrença é um bom termo para ajudar a explicar sacrifício e engano. Juntei todas as minhas pistas para encontrar a razão pela qual continuo andando e porque, mas porque ainda não parei? Porque não sentei e descansei um pouco? Explique-me. Não, pare! Não quero mais ouvir seus eventos exclusivos e escolhas mal feitas. Quero saber das minhas possibilidades, tenho algumas? Digo, há outro caminho? Desconfiei que não houvesse. Então soltarei sua mão, caminharei sozinha, enfrentarei os tais obstáculos e recuarei quando necessário. É assim que as pessoas independentes fazem, não? Aprenderei, acredito eu. Há alguma forma, não há? Diga-me! Descrença. Dê-me sua mão, de novo, meu coração para, de medo... E há angustia também. Beba, beba mais. Beba mais uns dois copos seguidos, entregue-se de novo... Como eu. Não diga mais nada, esqueça o que houve nos minutos atrás, esqueça! Não há nada... Estou bem. Pare de me questionar, estou bem. Aparentemente bem, externamente bem. Internamente aos prantos.

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