Vivo de oscilações, descompasso, felizes e infelizes construções emocionais e pouca convivência. Não dividi minha vida com muitos, a realidade é esta. Senti amor apenas uma vez, duas, contigo. E amor de verdade é isto que sinto, tenho certeza. Conservei o máximo de melhor que pude e o entreguei em tuas mãos, dividindo nas duas, muitas partes de mim que foram destruídas na primeira saliência entre amor e engano. Comportei-me mal no primeiro encontro e depois colhi o veneno em mim armazenado e fiz você. Tu eras agora a melhor e a pior parte de mim. Meu personagem maltratado e arrogante que andava na chuva sem proteção, que adoecia dias depois e que cuidava de si próprio no meio da madrugada com paliativos como os que usei para curar a dor “momentânea” de cinco longos anos. Não quero assustá-lo com as minhas vivências anteriores, quero apenas informá-lo sobre minha doença crônica da qual encontrei a solução em nove rápidos meses. Você e seus jeitos, tons e erros. Encontras-te um “eu” vagando em busca de coragem e acertaste tua flecha de ponta fina em meu peito, arrebatando-me, acometendo-me com teus segredos e viagens alucinatórias. Entreguei-me. E conduzes minha vida desde então.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
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