Real love.
Insanidade. Loucura momentânea e o reflexo da realidade. Os anos passam, e continuo debruçada em sua atmosfera. Funciona como um labirinto do tempo, e não tenho saída. Estou presa, acorrentada e sozinha. Cumpro minha pena sem grandes lamentos, pois sei que em algum lugar desta cela, há uma chave. Estou acostumada com uma ou duas doses anuais de seu calor. Estou, sobretudo, acostumada com a realidade imposta e o sorriso fresco na manhã de inverno quando o desejo, imensamente, sob os mesmos lençóis que eu. Tola, eu sei.
Vi você tentar e acreditar, às vezes com êxito, enquanto o aguardei e guardei. Repeti que estava destinada a estar contigo, que precisava de uma nova chance de contemplar o céu por um ângulo que não fosse o deste cubículo onde alojei-me. E fui posta a prova. Sai. Deixaste-me sair. E consegui, com medo, viver dias de miséria. E logo retornei ao teu ninho solitário, onde me abrigaste, no teu refúgio. Onde no coração há o teu emblema ao lado de nossas iniciais cravadas na superfície.
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