domingo, 4 de abril de 2010

Eu poderia ter clamado seu nome pra que ele definitivamente saísse de mim. Como se pudesse colocar pra fora toda a dor e profunda felicidade que ele me proporcionou. Um ponto final em todas as lembranças escondidas, em todos os motivos que vi para me redimir. Talvez fosse inútil como gritar em um quarto fechado e sombrio, onde o resultado de todo esse esforço absurdo fosse o permanecer dele em meu coração, mente e alma. Como castigo por todas as vezes em que tentei expulsar, por todas as vezes que as idéias se colidiram e esvaziaram a minha reserva de força. Como se ficar na sua frente mais uma vez fosse me despedaçar, fosse uma injeção de emoções letais das quais não conseguisse evitar e esse desmanchar fosse me adormecer pra sempre em um mundo de ilusões, onde as lágrimas rolariam com mais frequência, os sorrisos fossem exagerados e profundos, talvez assim eu me tornasse alguém que não desejo ser, não me permito ser. Gosto do modo como me vejo, gosto de marcar os meus pontos prediletos , te idealizando em alguém que teria, se possível, para a vida toda. Os olhos profundos e escuros, a pele branca. Formando assim o conjunto meu de sobrevivência.

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