Existem certas marcas que o corpo se recusa a cicatrizar e assim pior que as feridas abertas, são aquelas que ainda se pode, de alguma forma, fazer com que continuem a latejar. É uma forma de saber que elas continuam lá e que não existe remédio que as cure. Substituir a dor por prazer deve ser uma tentativa, fazer a dor corroer alguém na mesma intensidade é uma outra opção e por fim, tentar esquecê-las enquanto te habitam com mais precisão é a minha última opção. Usar lembranças passadas com outro alguém para que venha a se tornar algo bom, machuca. Usar é agredir, é desenvolver algo ruim, é traiçoeiro e cruel. Quando se é acometido por certos erros, tende-se a mover para um lado negro. Tende-se a machucar. Tornar migalhas em alimento, nutrir de ódio o que se tem de bom ou o que se tinha. Querer amar alguém não é amar, é fingir. E foi isso que vivi por não querer e querer, por desencadear e sentir na pele, por me permitir amar alguém fingido. Um amor mentiroso afogado em um mar de ilusões, um erro e uma estratégia. Uma dor incurável.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
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