Existem certas coisas que o amor não sabe explicar. Existem certos momentos que deviam ser postos em páginas de livros pra que pessoas de outras nacionalidades pudessem apreciar sentimentos que para alguns não existe. Livros onde o amor possa ser comparado a um caminho difícil, uma estrada no meio do nada, mas que com passos longos e precisos pudéssemos chegar a tudo. Algo tão desconhecido que se torne curioso descobrir. E que a cada passo dado conheçamos uma forma nova de viver. Aproveitando assim tudo que a vida tem a nos oferecer. Oferecendo assim o amor que às vezes rejeitamos sem saber, as pessoas que magoamos sem sentir e que julgamos por prazer, das mentiras que contamos para aparentar ser alguém que não somos, da irresponsabilidade de iludir, machucar e incriminar um ‘eu’ abatido e doloroso que o tempo não curou. Enfim, o que passa na mente de alguém em curar um amor com desamor? E quem é você pra se permitir amar alguém fingido? Não existe resposta mais franca ou mais incurável que a ilusão de amar, de querer e de sonhar. Perdendo oportunidades de montar tudo o que foi despedaçado e quebrado dentro de si. Criando e recriando planos que alimentam o ego e destroem o que temos de mais precioso e com prazo de existência, a vida. Então porque não tentar construir uma história que ultrapasse os padrões? Porque o ser humano por si só se prende a fantasia agradável de ser, representar e tornar-se alguém bem visto pra que a realidade assim seja mais aceitável. Viver uma mentira é moda, ‘viver’ de verdade é enfim só parte do cotidiano monótono e irrelevante. Irrelevante como o tempo e as aprendizagens que carregamos ao longo dele.
domingo, 18 de abril de 2010
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