Marry me, Train. "Passei a acreditar furiosamente em um destino implacável e em uma fé devastadora de dentro pra fora. Passei a aceitar sem compreender, mas continuei acreditando em uma história sem começo, mas com um meio indescritível. Passei a contar as pétalas de flores a tua espera e a ler livros sem muito interesse, preferi acreditar naqueles contos de fadas e em um amor desenfreado sobretudo. Desconversei com amigas sobre você, pois não suporto mais tocar no seu nome, porque com ele vem toda a história a tona, a ativação de versos em romances bagunçados sem final feliz. E não suporto a ativação, porque eu visualizo aquele sorriso com um tom adocicado de timidez, como se fossem vírgulas intermináveis, pausas irrelevantes. Eu amava vê-lo sorrir, mesmo quando não era pra mim, o espiava entre telas e jamais consegui ter coragem para encará-lo e dizer que o amava, me sinto incapaz todos os dias em que acordo. Abro os olhos e percebo como desisti fácil e me destruo internamente todas as vezes em que lembro não conseguir me entender. Arrependo-me e enlaço nós de culpa. Destruo palavras, desinvento amor e não consigo esquecê-lo."
domingo, 12 de fevereiro de 2012
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