Love is weakness
Encobri o esfarelar. Coração desalojado, mãos tocando a areia da praia, apertando os dedos e cortando a palma. Sentia-me indesejada. Busquei a garrafa do melhor vinho, caminhei descalça a chorar enquanto sentia meus pés invadindo as ondas. Haveria algum tipo de purificação para desamor? Algum tipo de libertação, talvez. Eu estava naquela cela, presa, longe de qualquer contato com a civilização. Tinha a chave, mas não ousava sair. Aquelas quatro paredes pareciam suficientes, até que meu pássaro azul saiu, voou. Olhei para a sombra que ele deixara em meu espelho e lá estava eu, em destroços. Enjoada, pálida, esgotada. Amor tornou-se fraqueza para mim. Perdi o brilho, o senso… Ele levara minha força e o olhar singelo, o abraço acalentador. Tornara-me escrava de seus prazeres momentâneos. Envolvia-me… E parecia amor! Apenas parecia, mas era? Não via mais verdade, ela também teria ido. Se alguém encontrá-lo esta tarde vagando por aí, por favor, digam: Ela abriu. E se foi. Para sempre.
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